All it takes is a.."No"!

sábado, 30 de maio de 2009


A dor sentida é implacável, tornamo-nos frágeis e impotentes.
Parecemos pequenos num mundo não muito grande mas carregado de tal poder significativo capaz de nos destruir apenas com um púdico toque.



Acordei desenfreada, com tudo a tilintar para o mesmo lado.
Tentei afastá-los, mas em vão.
Olhei em volta e nada mais tinha que as coisas de sempre: o mesmo cheiro de cigarro aceso, a mesma cor naquelas paredes frias, a mesma língua de um peludo ser vivo, que tanta importância tinha mas que naquele momento soube a tão pouco, derramada na minha testa.

Tinha uma sensação diferente, de que algo não estava certo. Levantei-me e lavei a cara, olhei para as horas e apressei-me a sair. (Nessa noite perdi-me num mar de lágrimas ocas e derramadas como nenhuma outra vez o tinha feito. Perdi-me e deixei-me levar.. )


Durante esses 23 minutos não pensei no que me ocorrera 25 minutos antes. 26 minutos depois desses 25 minutos caí novamente no desespero de ser inútil em tantos casos, aqueles que turbilhavam desde a noite anterior.

Passavam 7 minutos das 17 horas quando esboçei o primeiro sorriso do dia, algo que pensei não fazer até ter de fingir que estava bem perante uma qualquer pessoa cravada na minha vida. Foste tu, meu amor, que me puxaste daquele lugar sombrio e tão solitário onde me tinha deixado ficar. Aquele sorriso durou todo o dia até este momento em que me declaro.

Para ti um Obrigada.
Para mim um "Volta".
Para ele um beijinho.
Para ela um "Até Já".
Para vós um Carolo. (nem sei bem porquê)

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