Recomposição .

sexta-feira, 24 de julho de 2009









E se eu passar daqui . .











. . para aqui . .






. . será que fico assim?

My Prince, . . .

terça-feira, 14 de julho de 2009

. . . em todas as vezes que trocamos umas letras misturadas com (des)respeito, eu volto.

Não interessa o que sei ou o que me vai entrando pelos ouvidos de cada vez que és assunto, pois quando estamos só os dois na emboscada tu acabas sempre satisfeito e sorridente enquanto eu acabo apaixonada e de costas a chorar em segredo . Desejando tão mais!
Sei que para além da parte sexual que me cola a ti, existe a vontade de te salvar. A minha vertente humanitária é o que mais me controla contigo.

You're hopeless .

Silence is sexy .

segunda-feira, 13 de julho de 2009


Tive um acidente mental logo ao acordar.
Trocaram-me o sentido da via sem avisar e embati numa carrinha apinhada de desgosto, fúria e pena.

Tinha quatro ocupantes. O condutor tinha bigode. A pendura, uma mulher robusta de cabelo loiro quente e ondulado sereno, tinha óculos. Os outros dois, embora de aparência jovial, tinham uma velhice noticiada pelo olhar penetrante e nas palavras merdosas proferidas entre eles. Não passavam de vultos!
Com tanta presença sombria não atrevi a meter-me na discussão sobre de quem era a culpa, se do Papa ou de Santo António.

Fiquei a observá-los e a estudá-los tentando perceber qual o meu papel ali. Qual o propósito naquele assunto. Fui eu que provoquei o acidente sem me ter apercebido, por isso, por que discutem eles?
Que objectivo esperam atingir com tal comportamento?
Fiz diversas tentativas para me escapar daquele mundo tão enfadonho e triste ao longo do dia mas todas foram em vão. De certa forma, fascinava-me a perspectiva com que encaravam a puta da discussão.

Finalmente terminou.

O consenso não chegou mas a hora tardia acabou por os derrotar.
Quando cheguei a casa troquei de roupa tão rapidamente que nem me lembro de a ter escolhido.

Queria sair do que me atormentou durante todo o dia, não ouvir aquelas vozes encrostadas na estrada que provocou aquele aparato, não queria continuar a tentar perceber, não queria, se quer, de saber que eles existiam.
Só queria silêncio e amor.
Depois de divagar pela estrada que eles não conseguiam controlar dei por mim junto ao que me orgulha de tudo o que fiz até hoje.
Qual barulho de festas ou de brasileiradas mesquinhas e doentes!
Nada me fez perder a paz que encontrara ao ver-te.
Aquele animal com capacidades limitadas e inteligência primitiva deu-me hoje o que eu procurava descobrir desde que me cruzei com os quatro antros que me acompanham: A capacidade de me apaixonar pelo silêncio.

O resto fica para mim e para quem sabe de tudo.
Ninguém.


Escrevi isto no trânsito.

Bipolar .

quinta-feira, 2 de julho de 2009


Nada sai daqui.
Nada mostro.
Nada conto.
Nada temo.
Nada tenho.
Nada enterro.
Nada escondo.
Nada me conhece.
Nada me acompanha.
Nada existe.
Nada me recorda.
Nada me contenta.
Nada sinto.

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Tudo desaparece.
Tudo mostro.
Tudo conto.
Tudo temo.
Tudo tenho.
Tudo enterro.
Tudo escondo.
Tudo me conhece.
Tudo me acompanha.
Tudo existe.
Tudo me recorda.
Tudo me contenta.
Tudo sinto.

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Uns com consciência do que lhes mostra esse caminho, outros com mais certezas que nem o chegam a conhecer.
Esses "outros" vivem alimentados à boca pela mão dos que não existem. A complexidade simples e facilidade oportuna com que crescem é soberba, são esses que se fazem conhecidos por meios deploráveis aos meus olhos.
Querem mais e mais e conseguem-no pela facilidade com que brincam e analisam cada movimento, cada letra de um qualquer postal.

Pisam. Saltam. Sobem.

Aqueles que não existem são tão ridículos e banais que chegam a ter escrito na testa o que são, o que fazem e o que querem. São puros e invejados pelos "outros" .
Não existem.


"A felicidade não existe."