Bipolar .

quinta-feira, 2 de julho de 2009


Nada sai daqui.
Nada mostro.
Nada conto.
Nada temo.
Nada tenho.
Nada enterro.
Nada escondo.
Nada me conhece.
Nada me acompanha.
Nada existe.
Nada me recorda.
Nada me contenta.
Nada sinto.

------------------

Tudo desaparece.
Tudo mostro.
Tudo conto.
Tudo temo.
Tudo tenho.
Tudo enterro.
Tudo escondo.
Tudo me conhece.
Tudo me acompanha.
Tudo existe.
Tudo me recorda.
Tudo me contenta.
Tudo sinto.

-----------------

Uns com consciência do que lhes mostra esse caminho, outros com mais certezas que nem o chegam a conhecer.
Esses "outros" vivem alimentados à boca pela mão dos que não existem. A complexidade simples e facilidade oportuna com que crescem é soberba, são esses que se fazem conhecidos por meios deploráveis aos meus olhos.
Querem mais e mais e conseguem-no pela facilidade com que brincam e analisam cada movimento, cada letra de um qualquer postal.

Pisam. Saltam. Sobem.

Aqueles que não existem são tão ridículos e banais que chegam a ter escrito na testa o que são, o que fazem e o que querem. São puros e invejados pelos "outros" .
Não existem.


"A felicidade não existe."

0 análises: