A hora tardia leva-me a reflectir sobre o que se vai passando. 1.
Hoje senti-me traída após ter-te amparado, ao ver-te em frente ao televisor a sorrir depois da dor demonstrada e da atenção requerida. Queixas-te do sofrimento que te provocam mas fazes ideia do tormento provocado a quem te rodeia? Sei que não o fazes por mal e que está em ti essa capacidade de não pensar (de todo) nos outros quando tens de pensar em ti, mas não se faz. Por mais que não queira melindrar-me com isso, é inevitável passar-me pela cabeça as decisões que já tomei devido a essa angústia imensa demonstrada nos momentos tão (pouco) oportunos.

Tens um coração desmesurado e, por isso, venero a mulher que és!
No entanto, por vezes, consegues afastar-me de tal forma que chego a sentir-me a mais nesse teu mundo tão sofrido. Sentimentalizas cada exercício proposto pelo fatum, confundes situações de aprendizagem com problemas pessoais. Traduzes tudo com uma conotação de sofrimento capaz de te deixar de rastos, não consegues ver algo apenas pelo ponto de vista de que, por vezes, serve para aprendermos e não para nos prejudicar..
..sofres por favor e com vontade.