Lotada .

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Uma só vida para fazeres o que queres.
Uma só vida para cresceres.
Sorrires e esqueceres.

Uma só vida para lutares e continuares sem morrer.
Uma só vida a tentar sobreviver a carros a alta velocidade.
Para te esquivares de bicicletas ou comboios.
Corres para apanhar o autocarro e vives para sobreviver à velocidade da tua única oportunidade.

Vives para morrer a sorrir.
Queres morrer com tudo feito.

O que é tudo?
Tu.
Tu és tudo o que consegues viver.
O que vives é o que tudo és e te alenta por um caminho incerto mas audaz.

Luta, preserva e consome tudo.
A ti.

Uma só vida para viver.
Uma só vida para te libertares.

Sorri. Salta. Grita e escorrega vezes sem conta.
Levanta-te ainda mais vezes.
Caminha e conhece.
Dá passos pequenos com grandes visões.
Esmurra com o olhar quem se mete no teu caminho e ensina quem não consegue viver.

Uma só vida para mentires e magoares.
Uma só vida para protegeres e suares.
Para amar e perder.
Uma só vida para ouvir e chorar.
Uma só vida para acabar com ela.

Uma outra não virá.

Tinta .

sábado, 27 de novembro de 2010


Poderia ser um problema a distância conjugada com a insegurança, mas entre paredes brancas despejadas aos molhos te digo que o problema é quebra da palavra.

Quatro Estórias .

quarta-feira, 3 de novembro de 2010



Sabes lá o que queres dos outros ou de ti mesma! Ficas por aí a jogar sujo por entre cortinas de arame farpado até um dia tropeçares e atirares-te sobre elas.
Não tens muito tempo. Amanhã pode já ser o teu último dia, mas em vez de parares e viveres, disparas na direcção de quem passa por ti. Esfaqueias-te por não saberes como te comportares com os outros .. os outros .. em vez de se deixarem mortos, vão alimentando o teu suicídio.

Estás perdida entre sangue e paixão e, sem te aperceberes, derramas o pouco que te resta.
Recusas-te a crescer. Preferes morrer aos poucos a viver o pouco e morrer de uma só vez.



Qual preocupação!
Eu uso óculos. A areia que me estás a atirar não me vai ferir a vista, vai deixar-me lacerada com a marca de cada grão.. e tens uma mão cheia deles. Tens tudo na tua mão direita para atirares a tua vida e a vida de quem me é mais querido.. mas não te surpreendas quando o vento desviar a mão cheia que tens e a despejar sobre ti.

Grãos. Vida. Vento.

Somos feitos de tantas pessoas e cada uma com a sua tralha nos vão marcando. Acabamos por viver o que fizeram de nós e não o que somos.
Cada grão que nos envolve, nos consome a vida que é empurrada pelo vento. E de cada vez que o vento nos empurra, controla os grãos que laceram e nos indicam o caminho que podemos seguir para ter uma vida.

Promessas são feitas enquanto se mente a quem se ama. Histórias são inventadas pela pressão de não se ser descoberto. Os valores e crenças são desfeitos em novelos de telenovelas juvenis onde não se sabe o que se quer.

É um desperdício viver dessa forma: Um desperdício da verdade.

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Acredito numa forma de vida constante e equilibrada onde a euforia e o devaneio estão tão presentes quanto a quietação e a realidade. Independentemente das diversas situações ou personagens que possam passar pela minha vida, sei sempre voltar ao meu ponto de equilíbrio.
Defendo os valores morais e a crença em normas pessoais. Acredito na verdade como forma de vida. Luto por todos os dias ser o melhor que posso como ser e estou a aprender a ser o melhor que posso em tudo o resto.

Desfaz-me o coração ver pessoas a perderem-se todos os dias à minha volta. A desprezarem o que lhes é oferecido. E não é por ter dinheiro ou uma vida pacata que afirmo: Vão-se foder!

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(com raiva) Não és doente por teres nascido com um desvio mental. És doente por saberes que tens esse problema e deixares que te controle. És doente por arrastares a tua dor por tanto tempo ao ponto de chegares a um estado lastimoso de fúria e desespero pessoal. És doente por não te dares valor, por dares apenas a filmes e músicas. Cantas músicas em vez de cantares a tua vida. Escreves letras ou proclamas falas de personagens cinematográficas em vez de escreveres as páginas do teu próprio livro. Devias ter vergonha por isso.
(com amor) Devias ter noção do quão bonito és da mesma forma que defendes esse teu estado mental. Do que tens à volta da tua pele. Olha-te ao espelho e em vez de o esmurrares, conta as marcas que tens na cara. Conta e relembra o que já deitaste a perder.
Consegues ver? Consegues cair em ti e relembrar o que já viveste?

Não acredito em ti. Escreves como um ser mas vives como um animal. Cresce! Alimenta-te, mas cresce como ser humano!

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Amo-te .

Lembro-me de ti .

sábado, 23 de outubro de 2010

"Whatever you do in life will be insignificant, but it's very important that you do it. Beacause nobody else will ." - Gandhi .

"Like when someone comes into your life and half of you says you're nowhere near ready, but the other half says: make him yours forever ." - Remember me .

"Don't ruin the beauty of giving and the meaning of living ." - Filipa Serqueira .

Read me .

domingo, 17 de outubro de 2010

It's love like family love, like love between a daughter and mother.
It's love like the way you love me.
Why can't I show how I love her the way I already shown how I love you?!

Take a breath. Take a walk into the balcony and come back with your lungs and head opened.
Read it again.
Now read the 34 other posts I wrote about you. Can you feel and see the difference?

The feeling you read is not the feeling I have. And if one day I tell you what I feel, hope you can clear your head to absorb the words i'll give to you, otherwise my words we'll be lost in the limbus and my love will be in vain.

Each time I give a word to you, read it like it's written:

- Don't give no more significant than the word itself.
- Don't turn the words into a complex and hurtful way of thinking.

You're the reader and the life you lived is how you read. But once you know exactly what the writer mean with the words you're reading, don't try to embrace it with you're own vision. It ruins all the beauty of giving and all the meaning of living.

Fade Out .

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

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As luzes da minha casa vão-se apagando uma a uma sem avisar.
Pressiono o interruptor sem resposta e é nesse exacto momento que me apercebo que já não existe luz.
Quero leite. Abro o frigorífico e toda a comida da colega de casa está às escuras.


Será um fusível?


A forma lenta e audaz como as luzes se vão apagando faz-me compará-las a vidas que vão passando à minha frente. Uma a uma vão-se desvanecendo até um dia reparar que já não existem.

É curiosa a forma como me sinto. Vou viver e criar, sorrir e amar mas todas as decisões que tomo carregam uma bagagem bem pesada de dor. Curvo-me para conseguir carregar a mochila e por mais que me queira melindrar com isso não posso porque foi uma escolha. Uma decisão tomada com vontade e não por ter uma arma apontada ao coração (ou tinha?).

O truque é ter todos os dias escrito o porquê de o estar a fazer. Adoro uma boa dose de consciência sem exagerar na quantidade! Ter uma noção exacta dos frutos que posso colher é um passo em frente para o que me quero tornar, mesmo que o caminho ainda não esteja completamente visível e delineado.
Dá-me jeito ser assim. É útil na forma como sei que tenho de lidar comigo e não quereria ser de outra forma, ía ser mais doloroso. E Independentemente do que ouço, sei o quanto posso passar mal com esta decisão. Mesmo com tantas consequências, sei bem a única que me atormenta:


Voltar e não existir alguém.
O que mais custa é voltar para o que já não existe. Existe o corpo, a mesma linguagem mas as pessoas que deixei..

Imagino-me a passar pela minha melhor amiga na rua e a acenar com a cabeça. Deixa de haver os abraços ou os sorrisos, apenas um aceno e lembranças. De tudo o que deixei é ela a que mais me custou. Não por estar habituada à companhia mas porque sem ela já não sei existir.
A realidade de não ouvir a sua voz diariamente trespassa-me a alma com dor. Deixa-me impotente e lacerada. Será que tomei uma decisão fatal para nós?




Todos os dias, antes de apagar a luz, sinto-me como se estivesse de férias. Não me sinto a viver aqui ou incluída neste modo de vida. Sinto como se amanhã fosse acordar em casa e pudesse pegar no carro para ir ter contigo.

Descobri que odeio a mudança e que preciso mais de uma casa cheia do que pensava.


A luz do carro passa a ser a luz da bicicleta.
A luz do quarto passa a ser o sol por não haver cortinas.
A luz que me alimenta deixa de ser os amigos e a família e passo a ser só eu.
A luz do frigorífico não existe e a da casa-de-banho também não.


Estou a viver mais o que deixei do que o que tenho.

Passou um mês. Tenho medo. Tenho medo de perder o que construí.

Sinto que estou a perder.
Estou a perder os teu sorrisos e vídeos cansados.
Estou a perder a tua operação e sopa bem quente para recuperares.
O que me sustenta e abafa a dor é os sorrisos que me dás ao ouvir-te todas as manhãs.



Estou a perder-te. A ti e a ele.


Sinto que a nossa luz está a apagar-se e o que menos quero é carregar no interruptor e nada se dar. Dói-me o coração. Sinto-nos a morrer.
Quando chegamos a um ponto de equilíbrio e nos abanam a cabeça para acordarmos numa nova realidade é fácil olhar em volta e soltar a euforia.


O melhor em mim é poder questionar o que quiser sem que me afecte. Posso pensar na quantidade de situações que quiser que vivê-las só as viverei se acontecerem. Tenho uma escolha, escolho viver na altura certa o momento apresentado.


Não é um lamento, é um desabafo.

Escrita fútil .

sábado, 25 de setembro de 2010


Já nem sinto que sei escrever. Nada do que escrevo me tem dado prazer e, por isso, prefiro estar afónica de escrita. Tudo o que tenho lido faz-me querer escrever melhor mas quando o que se lê o que se escreve se sobrepõe à forma como se escreve, não interessa se está bem escrito ou não, escreve-se e fica feito.
Uma lágrima foge enquanto escrevo e recordo:

- "Não devias estar na festa da Mtv?"

- "É onde estou. Devias estar aqui."

Ficar ou voltar. Não me interrogo.
Gosto de estar por cá mas dói não viver o que tenho perdido aí.
Com trabalho ou sem trabalho, com tempo ou sem tempo.. diz-me um "olá", por favor. Dói menos.
Não basta uma música ou um texto "SMSiado", preciso de mais. Preciso de atenção quando estás ocupado em momentos de interacção ou quando tens tanto sono que adormeces com o telemóvel na mão.

Ficar ou voltar. Não me interrogo.
As pessoas que se conhece são apetitosas. Fazem-nos querer descobrir o seu mundo e vivê-lo sem pensar no que já vivi. No entanto, as minha bases são quem eu deixei. Quem me fez querer vir e perder momentos como o de hoje. Não é uma festa, é um passo para o teu futuro. É um passo para um:

- "Já temos casa em Badajoz e em Cadiz."
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ou um:

- "Amo-te!" em tempo real.

Para mim não é uma recordação, é um viver a todo o custo de alguém que nos é querido. Os momentos que vivi fazem-me chorar mas não porque estou longe, apenas porque foram partilhados por pessoas amadas ou locais eternos onde sei que posso voltar com quem quiser que, independentemente do aspecto, vão deixá-los pagar apenas 5 euros.

Ficar ou voltar. Não me interrogo.
Por enquanto, a dor que me controla não me deixa gozar um único momento sem recordar o que já vivi. Não me deixa ser eu em qualquer parte por não o conseguir ser sem a tua presença.
Fizeste um "like"... magoou. Somos todos um "like" na vida de alguém, não quero ser um "like" na tua e não quero que sejas um na minha. A construção se alicerces foi feita, falta saber se vais continuar a querer construí-los ou vais querer segurar numa picareta e derrubá-los com mágoa e perseverança.

Ficar ou voltar. Não me interrogo.
China, Palestina, Roménia, Índia, Espanha, Portugal, França, Lituânia, Estónia, Irlanda, Inglaterra, Estados Unidos ou Polónia, todos falam a mesma língua:

- "I miss my family."

Eu falo uma língua diferente:

- "Foi a tua escolha. Deal with it."

ou outra ainda:

- "Já temos casa na China, Palestina, Roménia, Índia, Espanha, França, Lituânia, Estónia, Irlanda, Inglaterra, Estados Unidos e Polónia."

Ficar ou voltar. Não me interrogo.
Dizes que custa, que tens saudades, que me amas ou que me queres na tua cama. Eu digo que já não me imagino sem ti e tu respondes que "isso é brutal!".. é, é brutal a dor de não poder ter o que se quer e quando se dá o que não se tem, tenta-se sorrir com a mais leve situação. Não sorri quando li o que escreveste mas sem saber como poderia responder, fiquei segura no meu espaço e deixei de viver-te por umas horas. Libertei-me de ti e do que me fizeste sentir naquele momento e dancei toda a noite sempre com uma cerveja na mão ao som de música latina!

Ficar ou voltar. Não me interrogo.
De momento escrevo como me apetece sem me preocupar se o sei fazer ou se serei julgada por isso. Faço mal. Devia preocupar-me sempre mas sempre que me preocupo sofro. Não gosto de sofrer e minimizo aos olhos dos outros o que vivo por não querer que sofram comigo. Contudo, a minha indiferença faz-me sentir mais livre e amada sem ter de me vestir ou colocar uma maquilhagem que me faça parecer mais morena.

Não me queixo mas estás na festa. Gostava de me sentir importante no meio de tantas pessoas bonitas. Gostava que o teu "não quero saber da festa, vou lá para beber" tivesse o verdadeiro significado das palavras que escreveste, assim como estas palavras são gémeas do que sinto.

Não vou voltar. Vou ficar.

Ida Sem Volta .

quinta-feira, 12 de agosto de 2010



Gosto de sentir o cheiro das pessoas a encharcar-me a roupa durante um abraço despedido.

Sentir-me livre do que me dá liberdade não me permite cair na hipocrisia de mostrar o sofrimento desmedido, por outro lado, não mostrando dá a quem observa uma frieza pura de coração falhado.
Arranjei a forma perfeita de mostrar: choro sozinha e depois conto que chorei.

É estúpido.
Porque haverei de esconder? Para quê esconder a pureza, o amasso, um lábio vaginal maior que o outro, a borbulha que teima em desenhar crateras na minha testa?

Não escondi. Chorei ao teu lado. Abracei-te com medo de te acordar e bebi água. "Inscrevi o Eusébio na natação".. duas vezes (sorrisos). Voltei para a cama e não mais dormi.
Acordaste e abraçaste-me. Bebeste água. Foste mijar. Deitaste-te ao meu lado e não mais dormiste. Ontem bebemos tanto álcool que os olhos tremiam a cada palpitar do coração.
Guardei aquele momento para quando precisar. Precisarei, de certeza.

- "Não gosto de te ver triste. Porque estás triste?"
- "Não te preocupes. Eu fico bem. Não te vou dizer porque estou triste, não interessa."

Interessa saber que a tristeza se manteve e irá manter. A coragem de partir suga-nos os momentos ricos de realidade e pisa-nos com a força de um gigante, deixando à vista as entranhas trespassadas e sangrentas. Torna-nos frágeis e visíveis e desprotegidos e abertos. Fazemo-lo como forma de nos afirmarmos e crescermos para um dia chegarmos a um estado de contemplação própria. Olhamos para trás e sorrimos. Durante todo o processo, sorrimos. Sorrimos e fortalecemos o espírito para nos preparar para o derradeiro dia.

Tenho sorte. Tenho muita sorte. Amo a família brejeira, pura e real campina que me circunda todos os dias.
No dia em que tudo acabar para mim, vou sorrir. Vou sorrir pela perfeição de cada momento vivido, por cada absorção visual, por cada abraço beijado e noites mal dormidas de sexo amante.
Vou sorrir por ter escolhido estar triste hoje.

Vou curar-me de amores mal amados, de lágrimas mal choradas, de discussões mal discutidas e, até mesmo, de palavras mal( )ditas.
Vou amar cada sentimento, palavra, pessoa, cor, edifício, janela, bicicleta e moribundo. Vou viver e deixar-me estar. Vou lutar. É o que se quer, não é?

"Aproveita enquanto podes!", é o que dizem os mal amados. Eles também aproveitaram o que viveram. E o que viveram não vivi eu, por isso.. aproveitar o quê? Estou a viver. Sou real. Não vou aproveitar, vou gritar porque estou viva! Vocês também o fazem. Aproveitar, aproveita-se as sobras do bacalhau para fazer roupa velha. A vida não se aproveita; vive-se, consome-se e esfrega-se na cara dos outros.

Hoje estou triste.
Hoje queria que fosse daqui a uns dias.
Hoje um velho persegue-me com o olhar como se me conhecesse sem conseguir lembrar-se de onde. Hoje olho para o velho desconhecido durante parte da viagem e escrevo suposições do que poderá estar a pensar.
Hoje apetece-me não parar de viajar. Hoje, durante 6 horas de viagem, desejo que se transformem em 20 as horas passadas sentada a olhar para o vazio recheado de campos verde abafado e casas suadas da marca das chuvas.
Hoje não levo nada comigo. Se pudesse, nem a mim levava. Estendia o meu corpo num dos 7 Jardins Botânicos e soprava o espírito até à Muralha da China. Assim, não sobrava nada. Já não havia lágrimas, olhares perseguidores, contemplações futuras e passadas ou palavras.
Hoje o céu está bonito. Tem caras disformes que enfrentam o sol fazendo caretas à medida que a Terra de move e as desfaz em mil e uma outras figuras.
Hoje a perfeição não existe porque estou triste mas caía bem um sorriso e um abraço "desses ossos honrados".

I'll Be Back .

sexta-feira, 23 de julho de 2010

All right
Well I’ll be back, Yeah! I’ll be back
Like a homesick train on a one-way track
I got to travel and hit the gravel
But I’ll be back, Yeah! I’ll be back
.
Yeah! I’ll return, I shall return
Don’t cool those lips, we’re gonna see ‘em burn
‘Cause I’ll be missin’ your kinda kissin’
But I’ll be back, Yeah, I’ll be back
.
Yeah! There ain’t nobody tell me stay or go, oh no
And no-one tells the four winds where to blow-ow-ow
I’ll be back, I’m comin’ back
Don’t throw away that welcome mat
The door I’m hopin’ will still be open a teeny weenie crack
To your shack
So keep that love light burnin’, I’ll be back
.
Yeah! There ain’t nobody tell me stay or go, oh no
And no-one tells the four winds where to blow-ow-ow
I’ll be back, I’m comin’ back
Don’t throw away that welcome mat
The door I’m hopin’ will still be open a teeny weenie crack
To your shack
So keep that love light burnin’, I’ll be back
Yeah, I’ll be back
.
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Elvis Presley

Lying Love .

terça-feira, 13 de julho de 2010

Odeio quando fazes isso:
  • Quando me arrancas pedaços de cabelo ainda com raiz para mais tarde os varreres e atirares para o canto do quarto.
Odeio o teu cheiro e o teu olhar.
Não quero que voltes a levar-me em passeios e abraços inesquecíveis que me farão chorar em silêncio enquanto com uma falsa verdade me tentas dar-te.
Não quero pedaços aqui e ali só quando tentas remendar o que pensas que atormentar-me-ia há uma semana ou há uns dias. É assim tão difícil dares-me o que és?
Não te peço o que não és, apenas que me mostres o que escondes atrás desses olhos azuis em que não reparei quando te conheci. Quero conhecer-te e arrancar de ti o que já roubaste de mim com desenhos, vestidos e palavras ocas que me deixam escondida no que sinto por ti e me remetem ao silêncio que vai assombrando durante a noite.
Agarra-me com força e não me deixes fugir.
Eu fiz uma escolha, quis-te. Lavei-me de tormentos sentimentais que até há bem pouco tempo me perseguiam e escolhi pertencer-te, mas a relação não sou eu, somos nós. Se existe algo em ti, demonstra-mo agora porque não haverá um mais tarde.
Mais tarde apenas estarei eu e tu, mas como um conjunto sonhado não existiremos nem em dois anos ou 20.

Se não existe algo para além do que sentes, deixa-me ir.




É tudo o que (não) te peço.

Fabrico Barato .

sábado, 26 de junho de 2010


Hoje vi-te sem me veres.

Não procurei que me visses ou tentei que não reparasses em mim por não saber como me estaria a comportar naquela camisa quadrada com cores de Verão. Queria que reparasses nos meus sapatos elegantes, isso era o que transmitia o que sou, o que quero ser ao teu lado mas nem isso fizeste. Olhaste quando entrei, sorriste, serviste e fui-me.
Foi rápido e assustador depois da última coisa que te tinha escrito. Não esperava que me desses algo em troca, até porque ainda hoje não espero que o faças (desde há anos) mesmo escrevendo sobre isso, mesmo intelectualizando o que me dás e o que quero de ti.
Quando me fui ainda me deste um beijo na cara salgada com fedor a tinta ficcional e, sem saber bem o que dizer:

- Vou-me embora.
- Vais já? Vais tirar fotografias .. - franziste a cara com o ar doce e bonito que te caracteriza.

Acenei e andei com uma vontade repentina de me virar de costas e varrer-te dali. Puxar-te pela camisa, empurrar-te para o sofá e.. esclarecer o que vai dentro de ti.
A incógnita que insiste em assombrar o que sinto é o que sei que não te move. Estás centrado no que precisas de estar e, por mais que não queria, concordo que o devas fazer. Sei que o tens de fazer para conseguires crescer e alimentares o teu futuro.
Eu estarei por aqui e por ali, sempre fiel ao que não possuo e ao que sei que é meu.


Com um abraço te deixo mais um pouco do meu tormento .

Vais comigo ou fico contigo ?

terça-feira, 22 de junho de 2010


O segredo de te perder é mais forte que a verdade que te escondo .
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Vais comigo bem perto do que temos e continuaremos a ter sem perdermos um único dia da vida uma da outra.
Se haverá alguém que me fará falta, és tu.
Saudades será de muitos.
Tudo o que construímos nos fará provar que é verdadeiro, tudo o que construiremos só nos provará que estávamos certas: Que é para sempre.

Esta não é mais uma daquelas declarações onde destaco o quanto gosto de ti, mas uma forma de declarar o quanto quero continuar a gostar.
Com sentimentos te amo, todos eles num conjunto secreto de coração apertado e cobarde.
Com palavras te conto por não o conseguir fazer de outra forma.

Vais odiar-me depois de o saberes por aqui mas ódio é amor, por isso, sei que amar-me-ás ainda mais por o fazer .

À La Saramago .

sábado, 12 de junho de 2010

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Ainda sem dormir deambulo pela casa vagueando em canais e copos de água com ideias de purificar o sangue que me percorre e me fornece oxigénio libertando-o para o meu cérebro com o objectivo de me manter fora do alcance senil das pessoas que me rodeiam e do mal que me persegue. Esse mal que tanto conheço dos outros e transforma o meu em algo tão rente ao chão que piso por pouca importância dar mas que em tempos como o que há uns dias e de hoje me mantém fora do descanso e da tranquilidade purificada onde me costumo integrar sem qualquer comportamento intencional capaz de modificar a essência que me mantém presente nos locais de convívio familiar ou de amizade e transmite a quem me circunda uma clareza de ideias e confiança profunda de anos e anos em esforço para as manter e me manterem levantada e animada sem que para isso sejam necessários outros meios que não os pessoais. Construindo ao longo de décadas a força e concentração que um ser humano necessita ter para a resistência sã quando todos os outros quebram escolhendo caminhos seguros e vazios de desespero ou ilusão se vai mantendo um padrão de reconhecimento e coragem para combater e recuperar das feridas que vão lacerando a alma ao rebentar da granada dia sim dia não. Sem mais palavras escritas no espírito me vou retirando ao compasso da ignorância ainda jovem e com muito para aprender na caminhada que se avizinha filmando-a todos os dias para um suposto alguém interactivo se reconhecer e afirmar como resposta a vídeos suculentos de parvoíce e honestidade onde serão expressadas formas diversas de sentimentos ou apenas expressões que transmitam o que na alma se for apresentando relativamente aos que não puderam estar presentes por vidas diferentes desejarem e por outros sonhos terem despejado nessas ruas perdidas na mesma linha de oxigénio que é libertado para o meu cérebro enquanto ainda sem dormir me faz deambular pela casa entre canais e copos de água purificada.

Briefing .

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Começa assim:
  • "Escrever faz mais parte de mim do que alguma vez pensei e conseguir reconhecer que transmito o que quero a quem lê e a mim mesma é a melhor forma que tenho de me apresentar como ser humano, por isso.. ainda bem que não sou uma ovelha!"

"Germaning" away .

sábado, 5 de junho de 2010

O primeiro post de Junho e as primeiras conclusões tiradas de volta à essência que me caracteriza.
This is me being honest and real with you one more time:

Feels good
Feels good to me
Feels good
Feels good to me
.
Drifting on a memory
Ain't no place I'd rather be, no,
Than with you
Loving you
Day will make a way for night
All we need is candlelight
And a D'Angelo song
Ooh, so soft and so long
Glad to be here alone with a lover like no other
Sad to see a new horizon slowly coming into view
I wanna be leaving for the love of you
All that I'm giving is for the love, for the love of you
Lovely as a ray of sun that touches me when the morning comes
Feels good to me
My love and me, ooh
.
Smoother than a gentle breeze
Blowing through my mind, weary
Soft as can be when you're loving me
When you're loving me
Love to be riding on the waves of your love
Enchanted with your touch
It seems to me we can sail together in and out of misery
I wanna be leaving for the love of you
All that I'm giving is for the love of you
I wanna be leaving for the love of you
All that I'm giving, giving, ooh, is for the love of you
.
Paradise I held within
Can't feel insecure again
You're the key
Oh, this I see, this I see, ooh
Now I'm there and I lose my way
Using words to try to say what I feel
I feel that love is free
I know that love is free
.
I might as well sign my name on a card which can say it a whole lot better
Ooh, only time will tell
Cause it seems that I've done just about all that I can do
I wanna be, ooh, I wanna be leaving
I wanna be leaving, leaving for the love of you
I wanna be giving, giving, ooh
All that I'm giving is for the love of you
Oh, it's for the love of you
.
I just wanna be giving all my love to you
Each and every day
That's when I'll be giving all my love to you
.
That's all I wanna do
I'm giving all my love to you
You know that I'm leaving for you
.
Ooh, to love you .

You "like"d it .

segunda-feira, 31 de maio de 2010

I may not have colorful eyes like you wanted me too or be as pretty as your skinny friends but I have a colorful spirit and an incomparable beauty. Your friends know it and in a few years you'll know it too. Just wish you could see it now otherwise all your words were in vain and all my tears were just.. salty .

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Duas páginas abertas sem saber a qual me dedicar, um mundo aberto com opções vastas e uma mentalidade perdida no que quer ter e no que se quer tornar.
A mulher que escolho ser não é a que desenho todos os dias, mesmo aqueles em que vou por aí com uma desculpa longínqua de viagem por fazer. Perceber o que me conforta e me é prometido ou viver o que me é apresentado sem fazer nada para mudar?


Pensei que gostava do conceito do "deixa-te levar, a vida é curta" mas percebo agora que deixar-me levar pelo que não me comtempla e apenas satisfaz é ir contra a pessoa que quero ser e a mulher que desejas ter. É ir pelo caminho do óvio e fácil .. e eu nunca me dei com caminhos óbvios ou fáceis! No entanto, fazer uma escolha prende-me de me dedicar ao que me mantém constante por agora mesmo compreendendo que um futuro não é visto. O receio que tenho de perder o que sinto ter agora não me deixa avançar com a ideia da transformação pequena a que preciso de me submeter para chegar onde quero.



Escrever sobre isto faz-me cansar de pensar e isso é o melhor, leva-me a tomar uma decisão.

I did cry .

terça-feira, 25 de maio de 2010

Com essa tua música fazes-me ficar horas a escrever e a desejar mais um momento de olhar desprezante e cinzeiro no colo. Deixas-me bem no meu sítio prometendo voltar quando te sentires preparado e eu quando um reset tiver feito depois de uns tempos de , espero, recolha intelectual.
Não te queixas e nada me dizes mas lembras-te de mim ao sair desse jogo de pé ao peito com um sorriso arrogante depois de uma fala desprezível do rapaz que ambos conhecemos sem antes nos (re)conhecermos.


"You'll be a bitch because you can!"


Nada me faz querer ter o comportamento de que antes falei, não consigo tê-lo mesmo tu tentando puxar por mim pondo-me à prova afirmando: "não te vou fazer mal." Eu, mesmo assim, afasto-te à medida que tu próprio reconheces o teu limite. Ficamos deitados a ouvir o que te relembra de pessoas enquanto eu sorriu ao ouvir o que isso te relembra, e, com esse mesmo respeito, te dedico um concerto inteiro em espírito e coração sem o saberes. Reconheço o meu desiquilibrio ao dar-te um pouco do que te pertence as 23h15. Tu, por outro lado, não reconheces ou se o fazes não me confrontas com isso, eu, preocupada, dirigo-te mais umas palavras mas tão rapidamente te dei como as recolhi ao perceber o lugar onde me querias.
Espero estar cá quando me decidir e dizer-te o que há uns anos se encontra entalado, até lá, vou vivendo-o sem receio ou desconforto por adorar o que tenho e por não ter de fazer escolhas. Mais à frente no tempo te direi o que quero e o que sinto, aí sim, podes dedicar-me aquela frase suja e mentirosa que tanto pensas no sentido que faz. Conheces-me bem por sermos parecidos e por desde sempre nos tocarmos sem nos podermos tocar e pelos anos que eu ou tu não avançamos por ambos sabermos que ela estava apaixonada por ti.

Lembras-te disso? De conversarmos no jardim sobre o quanto ela gostava de ti e tu gostavas de mim e eu gostava de ti e, mesmo assim, estarmos ali em confronto sentimental sem um passo darmos por boas pessoas e amigos sermos?

Ainda hoje fazemos isso, o que nos afastou é o que nos mantém juntos, é o que fará de nós um ... casal.
Tu com ela, eu com ele, tu comigo e eu... com ele. *

Nowadays .

terça-feira, 18 de maio de 2010

YOU drive me crazy. Today is the day but there will be more days and i'll be here, in this day, wishing for that day to come .

Re: Stacks .

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Com a cabeça perdida em amassos me entrego mais uma vez por saber que posso e por conhecer mais um pouco depois de umas linhas trocadas.

This my excavation and today is kumran
Everything that happens from now on
This is pouring rain
This is paralyzed

I keep throwing it down two-hunded at a time
It's hard to find it when you knew it
When your money's gone
And you're drunk as hell

On your back with your racks as the stacks are your load
In the back and the racks and the stacks of your load
In the back with your racks and you're un-stacking your load

Well I've been twisting to the sun and the moon
I needed to replace
The fountain in the front yard is rusted out
All my love was down
In a frozen ground

There's a black crow sitting across from me
His wiry legs are crossed
He is dangling my keys, he even fakes a toss
Whatever could it be
That has brought me to this loss?

On your back with your racks as the stacks are your load
In the back and the racks and the stacks of your load
In the back with your racks and you're un-stacking your load

This is not the sound of a new man or crispy realization
It's the sound of the unlocking and the lift away
Your love will be
Safe with me

(Com este são 18 para e sobre ti .)

Testemunho .

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Tinha escrito 31 linhas de manhã para agora as transcrever aqui mas a importância que lhes dou de momento é nula!

Humana
Diferente
Mundo
Hoje
Completo
Fria
Costelas
Super-mulher
Crescer
Educação
Rigor
Independência
Extremo
Consequências
Inato
Importantes
Folia
Organização
Palavra
Atitudes
Personalidade
Amor

Estas são palavras que faziam parte desse texto desprezado.
Quem me conhece sabe bem do que falo, quem não me conhece não vai querer saber.

Faz-me um favor ..

terça-feira, 4 de maio de 2010

Faz-me o favor de não dizer absolutamente nada!
Supor o que dirá
Tua boca velada
É ouvir-te já.

É ouvir-te melhor
Do que o dirias.
O que és não vem à flor
Das caras e dos dias.

Tu és melhor -- muito melhor!
Do que tu. Não digas nada. Sê
Alma do corpo nu
Que do espelho se vê.


Mario Cesariny



Porque por não estares, vais estando .
Obrigada .

Die Pause .

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Bah! Um dia não vais deixar-me ir.

domingo, 2 de maio de 2010

You're so damn good in this circle of hearts.




Sabes tão bem jogar o que não gostas de chamar de jogo querendo, mesmo assim, ganhar só porque te dá mais vontade de cuidar, de tratar e mimar. Não jogas sujo por seres limpo e honesto mas sujas as mãos comigo tendo sempre em mente o teu limite.
Quero que me abraces e digas que vai tudo ficar bem e que és feliz no teu mundo.
Quero um mundo bem mais pequeno que uma carapaça de camarão frito e uma colher de gelado esquisito.
Quero fazer caretas ao não gostar do teu sabor.
Quero tanto mais!

Jamie Cullum - Frontin

Já não escrevia tanto desde que tu e ela (re)apareceram. Entre ti, ela, a doença dela, exames e mortes tentei libertar-me através de palavras e mostrar o que não dou a qualquer um.
Hoje escrevo por me sentir enterrada.
Enterrada em conversas, beijos, corações, nomes, cores, álcool, nicotina, abraços, pensamentos, esperanças, massas, dores e palavras forçosamente arrancadas da mente promíscua que se tem revelado nestes últimos dias.
São tantas.. são fortes e relevantes mas não para mim.

O que sinto é desvalorizado por ter idade, é tão feio sentir isso e ter que agir de acordo com isso. A construção de um alicerce que sustente essa prática é bem difícil por ter que haver credibilidade nas acções e nas palavras.
O sentimento que, por vezes, se apodera leva-me a ter comportamentos despreocupados.
Falto-te ao respeito? Sim, vezes sem conta. Partindo do conhecimento próprio, sinto-me suja por saber que o faço, sendo essa a principal componente moral que defendo e acredito. Tudo é motivado pela falta de respeito, quer a liberdade de culturas ou a chapadinha hipotética que me deste ontem. Eu, em gesto de fúria, dei-te também uma, ou pensava que te dava.. afinal dei a mim mesma, estou marcada.






..não me deixes viva no caixão.

Porque..

sexta-feira, 30 de abril de 2010

..mais uma vez estava a dar-te mais do que consegues reter, não voltará a acontecer enquanto tiver presente o futuro que aguardo.
Serei o que não queres que seja e serás o que sempre quis que fosses.
Mesmo não tendo de fazer uma escolha, faço planos de tribunal e exercícios de estatística sentimental pensando no que poderei ter.

Fanatismo .

quarta-feira, 28 de abril de 2010














Sou tua fã.
Tua e dele.
Não consigo esconder, não consigo negar nem ficar indiferente à minha opinião.

quinta-feira, 22 de abril de 2010



Escrevo em Português mas penso em Inglês .

Why the hell do I have ciúmes?
Fazes-me gostar demasiado de ti, isso irrita-me (numa boa perspectiva) por não conseguir controlar o que sinto. Sabes há quanto tempo não existem ciúmes em mim? Desde... sempre.

Porquê contigo?
Porquê ciúmes se nem um namoro (?) assumido (ás vezes, depende das pessoas) temos?

1 . Será por estar apaixonada por ti?
2 . Será por sentir que não te quero perder mesmo sabendo que nunca te terei?
3 . Será por saber que daqui a um tempo não estarei e que, por isso, enquanto estiver te quero só para mim?
4 . Será por não falares sobre o teu passado?
5 . Será por eu não pedir para que o faças?
6 . Será por me assustar estar apaixonada?
7 . Será por sentir que tudo isto é novo?
8 . Será por ter já passado algum tempo e eu sentir que ainda agora começou?
9 . Será por não te querer deixar?
10 . Será por estar lotada de sentimentos?
11 . Será por tu não me deixares ir?
13 . Será por estar demasiado tempo contigo em mim?
14 . Será por querer mais e não sentir o mesmo de ti?

...

1,273,272,38 . Será por nunca ter-te perguntado o que queres?




Fuck ciúmes .

Livro de Bolso .

sábado, 17 de abril de 2010

Hoje não ouço música, não me sinto merecedora disso.
A única melodia que ouço é o barulho das caricas a saltarem.
Não me lembro da última vez que bebi com tanta vontade, nas últimas 3/4 semanas (um mês) tem sido constante (1 vez por semana, se tanto)..e não me importo. Os momentos de isolamento têm sido maiores e as desgraças que não considero problemas aumentaram.

Os cigarros acabaram mas a recarga (um tu)estava já ali ao lado, deitada na cama, como sempre, a jogar um qualquer jogo de computador com príncipes e padres todos numa valente orgia.

Cigarros, álcool e um coração partido, uma mistura acidentalmente perfeita para uma noite de sexta-feira (aprendi que os dias da semana escrevem-se sempre com letra minúscula). Fazendo as contas já lá vão 3 em menos de 10 minutos, sendo que acabei de colocar mais 6 no frigorífico e ainda me sobram 4 bem fresquinhas. Calculando mais uma vez, na altura em que terminar de escrever terei bebido umas 8. Não faço contas para me incentivar a beber mas bebo para me esquecer de quantas bebi, por isso, escrever vai ajudar-me a relembrar.
Muito confuso? Não me parece.

O telemóvel continua a não querer funcionar da forma como eu lhe daria uso. Devia comprar um mas não me parece que queira dar uso aos euros com algo tão banal. Este funciona e nem funciona mal, não tem tampa traseira como muitos que conheço (não falo de telemóveis) mas mesmo assim não me descarto dele.
Será por teres sido tu (outro tu) a dar-mo?
Será que é para manter uma ligação contigo mesmo sabendo que me trocaste por uma bolímica crónica?
Naaaaaa! Não é, é porque não quero gastar dinheiro noutro. (Inserir som de quem está a tirar comida dos dentes e gritar: " Temos pena, princesa!" )
Isto dos telemóveis leva-me a outra questão, a das horas.
Não utilizo relógio por não gostar de como me fica no pulso, fico demasiado atulhada de seres inanimados sem qualquer fundamento nos apoios das mãos. Se não me vestisse de forma vistosa talvez usasse mas não acho que seja necessário porque as botas castanhas da Replay que me levantam o rabo já fazem isso, substituem o relógio vistoso. Em vez disso, acordo em tua casa (outro tu) apressada sem saber se estava atrasada, reparo que sim e nem a cama faço! Agora aconteceu-me algo parecido, a diferença é que não estou atrasada, apenas confusa.
O telemóvel cospe a bateria e sou forçada a verificar as horas.
São 01h33. Passaram 15 minutos e já não me lembro de quantas bebi!

Not bad!

Falas comigo, entretanto, e fazes-me chorar (outro tu). Não sabes porque não percebes, não me conheces o suficiente, em vez disso mantens-te tranquilo e sonolento. Vais dormir e deixas-me aqui enquanto te respondo: "Eu fico bem."
Não menti.
Estou bem.
Lembras-te (outro tu) de te ter dito que ia anotar num bloco todos os pensamentos que iria ter em apenas 24 horas e que depois publicaria aqui?
Pois bem, não são de 24 horas, por agora são de apenas... huuummm.. 21 minutos mas estou a caminho do resto.

(Outro tu) Convidas-me para ir surfar amanhã, eu respondo-te que amanhã estarei de ressaca. Em vez de perguntares o que se passa respondes: "Telefono-te para te acordar."
Gosto disso!
Importas-te mas como me conheces sabes o espaço de que preciso para falar e me recompor. Sabes bem que amanhã não estarei como hoje e que hoje não é, para já, o amanhã.
Tão bom! ( mais uma)

Mais um cigarro e mais uma linha/frase/excerto.. o que quer que me saia.
Lembras-te também (outro tu) de te dizer que achava que a situação do bloco não iria resultar porque iria ter pensamentos só porque sabia que os ia apontar?
O que é certo é que não o estou a fazer! Com o desenrolar do tempo vão surgindo sms's, canais e até conversas via MSN. É bom saber que estava enganada, faz-me compreender que ainda não me conheço assim tão bem, dá-me mais vontade de beber e de me conhecer!

Olha! São os Jonnas Brothers na Mtv... dizem que eles não são lá muito bons ou são apenas para as meninas pequenas, neste momento cai mesmo bem! Acreditas (outro tu) que assim que ouvi pensei que era Dave Mathews Band e que só quando olhei reparei que não?! É porque não são assim tão maus ou porque eu não conheço muito do Dave. Quero acreditar na primeira resposta, deixa-me mais confortável neste dia tão desgastante.
Para ti (outro tu) e para mim.

Agora passa Jack Johnson que me remete a ti (outro tu, um tu mais antigo). Pediste-me um beijo um dia destes ao nos encontrarmos na coincidência telepática. Enviaste sms a dizer:"Saudades", enquanto eu lia o teu tão esperado post, dentro desse espírito não te esperava mas ali estavas tu, pronto para comunicares e combinares. Tens namorada, há anos. Desde que nos conhecemos, lembro-me de estar deitada contigo na cama a ouvir o teu CD (que ainda não me devolveste!) e de estarmos a falar sobre de como ela era algo inatingível. Gostavas tanto dela que te parecia quase utópico passados 3 anos ainda a comeres.
Sabe-te bem, não sabe?
És feliz, sei disso. No entanto, pedes-me um beijo. Porquê? Não tenho problemas em dar-to mas terei de lhe contar, não a ela mas a ele. Será que compreende? Acho que não mas como não irá acontecer não terei problemas em contar, certo?

Falar ao telemóvel é a última coisa que me apetece. Tu nem me telefonas sabendo que estás "magoada e triste", não sei se chegaste bem mas não me interessa (outro tu). "As más notícias correm depressa", é o que alguém um dia ousou dizer, por isso, não me vou preocupar e vou continuar a beber e a escrever como te disse que faria (outro tu). Não me vou preocupar como da vez em que estiveste quase dois dias sem bateria (outro tu) no teu refúgio mental.
Se penso na forma como te terás comportado?! Sim, penso tanto.
Se tenho algum problema com a forma como te terás comportado?! Não, nenhum.
Estou tão tranquila no que tenho contigo.
Mais uma e um tapete de Arraiolos com 50 anos para lavar. Lá vais tu (outro tu) passar mais umas horas com ele ao colo a fazer o rebordo verde.
Ridículo mas interessante.

Já me fui abastecer novamente de nicotina inalável. Há uns dias fui fazer um teste qualquer de Dióxido de Carbono para ver a quantidade que tinha nos meus pulmões. 22% era o resultado, no papel dizia que com esse resultado não era fumadora viciada.
Are you sure?
Fumo um maço por dia, isso não faz de mim viciada?
Tenho a necessidade para tal, não o sou? Eu acho que sim, a máquina diz que não. Huuummm .. em quem confiar? Eu confio na máquina. Não na outra que deu o resultado de 10 anos de fumo mas em mim, a outra máquina. Uma machine de tabaco, de pensamento, de raiva guardada, de humildade e simpatia, de amor e ódio por si mesma. Não penso nisso nem faço filmes mas a interiorização que faço de quando em vez faz-me compreender cada comportamento que tenho, o porquê de o ter apesar de ainda ter algumas dúvidas próprias.

Afirmo que sou mulher não sendo (não quero dizer gaja, é feio). Sou mulher por ter órgãos sexuais femininos ou quando digo que estou com "cara de cu" ou que tenho um rabo demasiado grande mas na forma de pensar é o que sou menos, não tenho qualquer capacidade de compreensão no que toca a mulheres. Os filmes produzidos naquelas mentes deixa-me louca e pouco paciente - que é o que sou menos.

Continuo a fazer zapping e por nada me interessar volto à Mtv, agora passa Hip Hop que me remete ao dia em que conheci o NBC sem saber quem era ele, meti conversa por achar curioso aquele ser junto à grade a observar a banda que actuava no momento, os Soulbizness, com convicção e sem medos avancei, começamos a conversar e sem que desse por isso enterrava-me na conversa. Passamos o resto da noite a cruzarmo-nos e a trocar frases marcantes.
Nenhuma me marcou.
O que me deixou lacerada foi a tua (outro tu) atitude, a de me dares senhas a partir do momento que me cruzei com o NBC, engraçado que mesmo ainda não tendo algo contigo, já fazias investidas e eu nem reparava. Agarravas-me o braço com senhas escondidas para que ninguém visse e com a mesma subtileza me levaste para a cama.. twice.
Não tenho saudades mas relembro sorridente o que vivemos. Há quem não tem coragem para o dizer, eu tenho e por isso escrevo, não para que tenham conhecimento mas porque se um dia leres, saberei que sabes e que isso não mexe nem um pouco contigo. Passados 16 meses ainda me agarras o cabelo enquanto me provocas, eu não te ligo e sigo caminho mas por algum motivo essa atitude levou-me a comentar o que não quero que se repita.

Demasiados fantasmas?
Demasiados "tus"?
A resposta certa é........ demasiado álcool.

Por agora fico por aqui, daqui a pouco volto.

Ia escrever mais logo mas parece que tudo gira por aqui ou que nada me deixa descansar. Por falar em NBC, passa agora (novamente) na Mtv.
How ironic, hun?
Foi com esta música que te conheci, foi quando a laçaste que te conheci. Interessante este momento, a nostalgia no seu auge e a saudade a apertar (é do álcool):


Se a tua vida pensas que
É nascer e morrer
Não paraste no caminho
Pra' tomar atenção
Algumas circustâncias
Põe-te a cabeça a doer
Pensa que não estás sozinho
Pra' chegar à bênção.
.
E agora, já sou digna de me internarem?
Só passaram 47 minutos. :)

Wasted again .

terça-feira, 13 de abril de 2010

  • Nada me sai.
  • Não consigo escrever onde quer que seja.
  • Não sai uma frase corrente com o mínimo de decência consciente, há frases independentes interligadas apenas na minha cabeça.

Um, dois, três, quatro..

  • Quatro beijos e sinto-me bem de novo mas nem isso me faz ter vontade de escrever.
  • Com quatro linhas já sorriria, em vez disso vou escrevendo sem sentido à espera de inspiração.
  • Vou escrevendo e ouvindo:
Neon shines through smokey eyes tonight
It's 2 a.m. I'm drunk again
And it's heavy on my mind

I could never love again
So much as I love you
Where you end, where I begin
Is like a river running through

Take my eyes, take my heart
I need them no more
If never again I fall upon the one I so adore

Excuse me please, one more drink
Could you make it strong
Cause I don't need to think
She broke my heart
My grace is gone
One more drink and I'll move on



  • Dois dias de doença e os mesmos dias de cabeça leva a esta confusão de ideias concretas.
  • Ideias emaranhadas como um novelo de lã remexido pelo Noddy onde não existe confusão.
  • Hoje escrevo por tópicos sem saber o que me sai.
  • Escrevo assim por não sair de outra forma.
  • Preciso de uma bebida ou de um dia de férias com um refresco na mão.





Preciso é de me levantar e ir trabalhar!