Dor. Sofrimento. Mágoa. Pesar. Padecimento. Amargura. Tormento. Calvário. Aflição.. são tudo sinónimos para relatar um só sentimento. A própria palavra "sentimento" é uma forma de nos expressarmos verbalmente sobre as sensações provocadas pelo que nos rodeia.
A utilização de palavras é uma forma de comunicação.
O que escrevo agora são palavras mas palavras para quê? Para quem? Porquê?
De que servem estas palavras se nada muda por dentro?
Para quê expressar-me de qualquer forma com palavras se ninguém pode vir em auxílio?
Não me queixo por me sentir assim, não gosto, mas não me queixo.
Escrevo por me apetecer, por achar que de alguma forma me faz sentir melhor, ou porque simplesmente me ajuda a escrever melhor!
Mas não será isto irónico?
Hipócrita?
Estou para aqui a falar de como escrever não transmite o que sinto e muito menos me ajuda a criar algum alívio, no entanto, escrevo.
Mesmo sabendo disso, escrevo.
É quase tão hipócrita como cada um dos habitantes do Planeta Terra!
Sabemos que o que fazemos é bom ou mau. Sabemos que existem pessoas a passar fome, mulheres a morrer por falta de ajuda médica, animais abandonados, países desfeito .. mas mesmo assim não nos preocupamos com isso!
Exacto... "lá vem ela com a mesma conversa!"
É algo que hoje me ocupou o pensamento.
Quando paro para pensar na vida que poderei ter e no mundo que me rodeia, não encontro uma linha de continuidade, há sempre quebras. Há sempre um lado ou outro que tem de ceder e perante a minha força e a força do Mundo .. parece-me que estou em desvantagem.
O mais engraçado é que isso me dá mais vontade de ir contra ele e de não me juntar. Dá-me mais convicção em defender aquilo em que acredito para que esse Mundo fique um pouco melhor e pessoas com o mesmo pensamento (ou não) se possam aperceber que realmente vale a pena lutar.
Um dia um amigo disse-me: "Sem pobreza não conseguiríamos distinguir a riqueza e vice-versa". Se na altura concordei quase imediatamente, hoje, durante este dia, apercebi-me que não.
Não é necessário conhecer-se o mal para se saber que algo é bom! A mente humana tem capacidades incríveis de evoluir sem que sejam necessárias as contradições para se provar o verdadeiro, o que é real. Não precisamos de testar produtos em animais para ver se realmente é bom e muito menos de os matar para fazer disso casacos quentes para serem admirados numa qualquer festa de porcos valentes. Ou de assistir a crianças dos países Africanos passarem fome para darmos valor ao que temos à nossa frente nesse mesmo instante.
Não precisamos disso.
Precisamos de palavras. Hoje são as palavras que movem o mundo. As palavras e o dinheiro, mas a esse cuspo.
Por isso, escrevo.
Escrevo para poder mostrar o que sinto.
Escrevo para quem lê e para quem não lê.
Escrevo porque alguém pode tornar-se sensível a questões levadas de ânimo tão leve.
Cada um tem a sua forma de viver, eu escolho esta.
"Brooks was here ..
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Dói tanto, por vezes .
Dói mais do que alguma outra coisa ou ser .
Dói por saber que já não estás .
Dói por saber que não voltarás .
Dói por não me conseguir consertar .
Dói por olhar e chorar .
Dói por chorar .
Dói por não querer chorar ou olhar .

Dói por te sonhar a dormir ou não .
Hoje, dói tanto !
Proclamado por
Filipa Serqueira
J azigo do N ilo .
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Um dia não só terás a minha atenção como me terás por inteiro.
Não é uma promessa, é um receio.
Tudo o que te mostrei até agora é o que sou todos os dias! Sou transparente e por saber que o sou não gosto que me questionem.
Odeio!
Odeio quase tanto quanto as pessoas que comentam o teu espaço! Soa-me tudo a falso e a hipocrisia oportuna. Fabricam palavras para tentarem captar a tua atenção!
É ridículo!
É ridícula a forma como te guardo em mim, sem abrir a boca ou a porta do carro. Queria tanto conseguir ir até ti, sem pensar como da única vez..mas não consigo . Estive anos à espera sem saber, agora que posso respirar não consigo sentir nada.
Não esperes, não sou frágil nem difícil.
Não é difícil compreenderes-me, o difícil é não quereres perguntar, não o saberes fazer. Sou tão completamente viciada sem as tuas palavras ou visões mas quando apareces atiras-me contra a parede e pisas-me enquanto peço mais.
Não posso deixar que me controles, és demasiado bom.
Não posso perder.
Não sei porque escrevo ou porque sinto o que nem sei o que é. Estive a escrever até agora para uma nota hipotética e, mesmo assim, dou-te mais do que o que acabaste de ler.
Nem imaginas o quanto te dou em 53 linhas.
Quero dar-te atenção mas não agora, não te resistiria..
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.. como vês.
Proclamado por
Filipa Serqueira
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