domingo, 2 de maio de 2010

You're so damn good in this circle of hearts.




Sabes tão bem jogar o que não gostas de chamar de jogo querendo, mesmo assim, ganhar só porque te dá mais vontade de cuidar, de tratar e mimar. Não jogas sujo por seres limpo e honesto mas sujas as mãos comigo tendo sempre em mente o teu limite.
Quero que me abraces e digas que vai tudo ficar bem e que és feliz no teu mundo.
Quero um mundo bem mais pequeno que uma carapaça de camarão frito e uma colher de gelado esquisito.
Quero fazer caretas ao não gostar do teu sabor.
Quero tanto mais!

Jamie Cullum - Frontin

Já não escrevia tanto desde que tu e ela (re)apareceram. Entre ti, ela, a doença dela, exames e mortes tentei libertar-me através de palavras e mostrar o que não dou a qualquer um.
Hoje escrevo por me sentir enterrada.
Enterrada em conversas, beijos, corações, nomes, cores, álcool, nicotina, abraços, pensamentos, esperanças, massas, dores e palavras forçosamente arrancadas da mente promíscua que se tem revelado nestes últimos dias.
São tantas.. são fortes e relevantes mas não para mim.

O que sinto é desvalorizado por ter idade, é tão feio sentir isso e ter que agir de acordo com isso. A construção de um alicerce que sustente essa prática é bem difícil por ter que haver credibilidade nas acções e nas palavras.
O sentimento que, por vezes, se apodera leva-me a ter comportamentos despreocupados.
Falto-te ao respeito? Sim, vezes sem conta. Partindo do conhecimento próprio, sinto-me suja por saber que o faço, sendo essa a principal componente moral que defendo e acredito. Tudo é motivado pela falta de respeito, quer a liberdade de culturas ou a chapadinha hipotética que me deste ontem. Eu, em gesto de fúria, dei-te também uma, ou pensava que te dava.. afinal dei a mim mesma, estou marcada.






..não me deixes viva no caixão.

1 análises:

Anónimo disse...

Todos nos temos os nossos trunfos para serem jogados, neste jogo que nao jogamos ou pelo menos fingimos que nao jogamos.