Fabrico Barato .

sábado, 26 de junho de 2010


Hoje vi-te sem me veres.

Não procurei que me visses ou tentei que não reparasses em mim por não saber como me estaria a comportar naquela camisa quadrada com cores de Verão. Queria que reparasses nos meus sapatos elegantes, isso era o que transmitia o que sou, o que quero ser ao teu lado mas nem isso fizeste. Olhaste quando entrei, sorriste, serviste e fui-me.
Foi rápido e assustador depois da última coisa que te tinha escrito. Não esperava que me desses algo em troca, até porque ainda hoje não espero que o faças (desde há anos) mesmo escrevendo sobre isso, mesmo intelectualizando o que me dás e o que quero de ti.
Quando me fui ainda me deste um beijo na cara salgada com fedor a tinta ficcional e, sem saber bem o que dizer:

- Vou-me embora.
- Vais já? Vais tirar fotografias .. - franziste a cara com o ar doce e bonito que te caracteriza.

Acenei e andei com uma vontade repentina de me virar de costas e varrer-te dali. Puxar-te pela camisa, empurrar-te para o sofá e.. esclarecer o que vai dentro de ti.
A incógnita que insiste em assombrar o que sinto é o que sei que não te move. Estás centrado no que precisas de estar e, por mais que não queria, concordo que o devas fazer. Sei que o tens de fazer para conseguires crescer e alimentares o teu futuro.
Eu estarei por aqui e por ali, sempre fiel ao que não possuo e ao que sei que é meu.


Com um abraço te deixo mais um pouco do meu tormento .

2 análises:

Silence disse...

Gostei do que li...é profundo e leva me a outras coisas que se passam e irão sempre passar-se comigo!

Vou passando por ca'.

Kiss Ti!

Anónimo disse...

ler todo o blog, muito bom