"Whatever you do in life will be insignificant, but it's very important that you do it. Beacause nobody else will ." - Gandhi .
"Like when someone comes into your life and half of you says you're nowhere near ready, but the other half says: make him yours forever ." - Remember me .
"Don't ruin the beauty of giving and the meaning of living ." - Filipa Serqueira .
Read me .
domingo, 17 de outubro de 2010
It's love like family love, like love between a daughter and mother.
It's love like the way you love me.
Why can't I show how I love her the way I already shown how I love you?!
Take a breath. Take a walk into the balcony and come back with your lungs and head opened.
Read it again.
Now read the 34 other posts I wrote about you. Can you feel and see the difference?
The feeling you read is not the feeling I have. And if one day I tell you what I feel, hope you can clear your head to absorb the words i'll give to you, otherwise my words we'll be lost in the limbus and my love will be in vain.
Each time I give a word to you, read it like it's written:
- Don't give no more significant than the word itself.
- Don't turn the words into a complex and hurtful way of thinking.
You're the reader and the life you lived is how you read. But once you know exactly what the writer mean with the words you're reading, don't try to embrace it with you're own vision. It ruins all the beauty of giving and all the meaning of living.
It's love like the way you love me.
Why can't I show how I love her the way I already shown how I love you?!
Take a breath. Take a walk into the balcony and come back with your lungs and head opened.
Read it again.
Now read the 34 other posts I wrote about you. Can you feel and see the difference?
The feeling you read is not the feeling I have. And if one day I tell you what I feel, hope you can clear your head to absorb the words i'll give to you, otherwise my words we'll be lost in the limbus and my love will be in vain.
Each time I give a word to you, read it like it's written:
- Don't give no more significant than the word itself.
- Don't turn the words into a complex and hurtful way of thinking.
You're the reader and the life you lived is how you read. But once you know exactly what the writer mean with the words you're reading, don't try to embrace it with you're own vision. It ruins all the beauty of giving and all the meaning of living.
Proclamado por
Filipa Serqueira
Fade Out .
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
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As luzes da minha casa vão-se apagando uma a uma sem avisar.
Pressiono o interruptor sem resposta e é nesse exacto momento que me apercebo que já não existe luz.
Quero leite. Abro o frigorífico e toda a comida da colega de casa está às escuras.
Será um fusível?
A forma lenta e audaz como as luzes se vão apagando faz-me compará-las a vidas que vão passando à minha frente. Uma a uma vão-se desvanecendo até um dia reparar que já não existem.
É curiosa a forma como me sinto. Vou viver e criar, sorrir e amar mas todas as decisões que tomo carregam uma bagagem bem pesada de dor. Curvo-me para conseguir carregar a mochila e por mais que me queira melindrar com isso não posso porque foi uma escolha. Uma decisão tomada com vontade e não por ter uma arma apontada ao coração (ou tinha?).
O truque é ter todos os dias escrito o porquê de o estar a fazer. Adoro uma boa dose de consciência sem exagerar na quantidade! Ter uma noção exacta dos frutos que posso colher é um passo em frente para o que me quero tornar, mesmo que o caminho ainda não esteja completamente visível e delineado.
Dá-me jeito ser assim. É útil na forma como sei que tenho de lidar comigo e não quereria ser de outra forma, ía ser mais doloroso. E Independentemente do que ouço, sei o quanto posso passar mal com esta decisão. Mesmo com tantas consequências, sei bem a única que me atormenta:
Voltar e não existir alguém.
O que mais custa é voltar para o que já não existe. Existe o corpo, a mesma linguagem mas as pessoas que deixei..
Imagino-me a passar pela minha melhor amiga na rua e a acenar com a cabeça. Deixa de haver os abraços ou os sorrisos, apenas um aceno e lembranças. De tudo o que deixei é ela a que mais me custou. Não por estar habituada à companhia mas porque sem ela já não sei existir.
A realidade de não ouvir a sua voz diariamente trespassa-me a alma com dor. Deixa-me impotente e lacerada. Será que tomei uma decisão fatal para nós?
Todos os dias, antes de apagar a luz, sinto-me como se estivesse de férias. Não me sinto a viver aqui ou incluída neste modo de vida. Sinto como se amanhã fosse acordar em casa e pudesse pegar no carro para ir ter contigo.
Descobri que odeio a mudança e que preciso mais de uma casa cheia do que pensava.
A luz do carro passa a ser a luz da bicicleta.
A luz do quarto passa a ser o sol por não haver cortinas.
A luz que me alimenta deixa de ser os amigos e a família e passo a ser só eu.
A luz do frigorífico não existe e a da casa-de-banho também não.
Estou a viver mais o que deixei do que o que tenho.
Passou um mês. Tenho medo. Tenho medo de perder o que construí.
Sinto que estou a perder.
Estou a perder os teu sorrisos e vídeos cansados.
Estou a perder a tua operação e sopa bem quente para recuperares.
O que me sustenta e abafa a dor é os sorrisos que me dás ao ouvir-te todas as manhãs.
Estou a perder-te. A ti e a ele.
Sinto que a nossa luz está a apagar-se e o que menos quero é carregar no interruptor e nada se dar. Dói-me o coração. Sinto-nos a morrer.
Quando chegamos a um ponto de equilíbrio e nos abanam a cabeça para acordarmos numa nova realidade é fácil olhar em volta e soltar a euforia.
O melhor em mim é poder questionar o que quiser sem que me afecte. Posso pensar na quantidade de situações que quiser que vivê-las só as viverei se acontecerem. Tenho uma escolha, escolho viver na altura certa o momento apresentado.
Não é um lamento, é um desabafo.
Proclamado por
Filipa Serqueira
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