Tinta .

sábado, 27 de novembro de 2010


Poderia ser um problema a distância conjugada com a insegurança, mas entre paredes brancas despejadas aos molhos te digo que o problema é quebra da palavra.

Quatro Estórias .

quarta-feira, 3 de novembro de 2010



Sabes lá o que queres dos outros ou de ti mesma! Ficas por aí a jogar sujo por entre cortinas de arame farpado até um dia tropeçares e atirares-te sobre elas.
Não tens muito tempo. Amanhã pode já ser o teu último dia, mas em vez de parares e viveres, disparas na direcção de quem passa por ti. Esfaqueias-te por não saberes como te comportares com os outros .. os outros .. em vez de se deixarem mortos, vão alimentando o teu suicídio.

Estás perdida entre sangue e paixão e, sem te aperceberes, derramas o pouco que te resta.
Recusas-te a crescer. Preferes morrer aos poucos a viver o pouco e morrer de uma só vez.



Qual preocupação!
Eu uso óculos. A areia que me estás a atirar não me vai ferir a vista, vai deixar-me lacerada com a marca de cada grão.. e tens uma mão cheia deles. Tens tudo na tua mão direita para atirares a tua vida e a vida de quem me é mais querido.. mas não te surpreendas quando o vento desviar a mão cheia que tens e a despejar sobre ti.

Grãos. Vida. Vento.

Somos feitos de tantas pessoas e cada uma com a sua tralha nos vão marcando. Acabamos por viver o que fizeram de nós e não o que somos.
Cada grão que nos envolve, nos consome a vida que é empurrada pelo vento. E de cada vez que o vento nos empurra, controla os grãos que laceram e nos indicam o caminho que podemos seguir para ter uma vida.

Promessas são feitas enquanto se mente a quem se ama. Histórias são inventadas pela pressão de não se ser descoberto. Os valores e crenças são desfeitos em novelos de telenovelas juvenis onde não se sabe o que se quer.

É um desperdício viver dessa forma: Um desperdício da verdade.

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Acredito numa forma de vida constante e equilibrada onde a euforia e o devaneio estão tão presentes quanto a quietação e a realidade. Independentemente das diversas situações ou personagens que possam passar pela minha vida, sei sempre voltar ao meu ponto de equilíbrio.
Defendo os valores morais e a crença em normas pessoais. Acredito na verdade como forma de vida. Luto por todos os dias ser o melhor que posso como ser e estou a aprender a ser o melhor que posso em tudo o resto.

Desfaz-me o coração ver pessoas a perderem-se todos os dias à minha volta. A desprezarem o que lhes é oferecido. E não é por ter dinheiro ou uma vida pacata que afirmo: Vão-se foder!

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(com raiva) Não és doente por teres nascido com um desvio mental. És doente por saberes que tens esse problema e deixares que te controle. És doente por arrastares a tua dor por tanto tempo ao ponto de chegares a um estado lastimoso de fúria e desespero pessoal. És doente por não te dares valor, por dares apenas a filmes e músicas. Cantas músicas em vez de cantares a tua vida. Escreves letras ou proclamas falas de personagens cinematográficas em vez de escreveres as páginas do teu próprio livro. Devias ter vergonha por isso.
(com amor) Devias ter noção do quão bonito és da mesma forma que defendes esse teu estado mental. Do que tens à volta da tua pele. Olha-te ao espelho e em vez de o esmurrares, conta as marcas que tens na cara. Conta e relembra o que já deitaste a perder.
Consegues ver? Consegues cair em ti e relembrar o que já viveste?

Não acredito em ti. Escreves como um ser mas vives como um animal. Cresce! Alimenta-te, mas cresce como ser humano!

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Amo-te .