O escuro que vês é o conteúdo obscuro do que contém dando-te, assim, o transparente e real do que lês.
Já imaginaste se tudo à tua volta fosse transparente como este espaço?
Se olhasses para uma pessoa e conseguisses ver tudo o que de mais real tem?
Se te olhasses ao espalho e visses tudo o que procuras esconder durante o dia?
E quando olhasses para uma rua, não gostarias de sentir o que de verdadeiro esconde?
Tens duas escolhas na vida: O seres e o procurares ser. Em nenhuma delas perdes a essência do que és mas em ambas tens de procurar o caminho para a encontrares.
Há os que a encontram bem cedo e têm de viver com isso grande parte das suas vidas.
Há os que a procuram e nunca a encontram. Dentro deste último grupo há os que se perdem ao procurá-la sem nunca a sentirem e há os que demoram tempo a encontrá-la e se acostumam ao que se educaram a ser.
De uma forma ou de outra, a dor com que contracenas ao longo do caminho leva-te a quereres ficar estendido no chão durante três dias sem mais nada viver.
Imóvel para não sentires.
Figuras apressam-se a apressar a vida.
Tu manténs a calma e o equilíbrio mesmo que isso te arranque do que costumas ser.
No fundo, nunca deixas de ser.
E agora?
Deixas-te adormecer.
Muda isso e luta por te encontrares sem te perderes.
Sem te deixares ficar.
Ainda com dúvidas? É difícl?
Procura ver as coisas com a facilidade com que as construíste.
Luta.
Luta por sentires todos os dias que isso é o que és e que é isso que queres ser.
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