Rendição .

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Entre erros ortográficos e uns tennis de mola te mantens imune às situações em que te coloco.

Já te beijei e já te pedi um beijo.
Já tentei trazer-te à realidade enquanto forçavas o voar no imaginário. Sonhas chocolate numa boca suja, beijo lançado após um golo marcado ou um corpo-a-corpo com a mulher que amas.
Prendes-te a um instante passado onde dois corpos se despiram e ofereceram sem pudor. Sempre com uma palavra atrás da orelha te justificas com as minhas acções, deixando-me questionada sobre o que significo.

"Só tu poderás responder a ti mesma ."

Respondo todos os dias ao que não quero viver e prendo-me por saber que vida fora desta realidade não existe. Pode existir um momento de pureza visual ou espiritual mas, no regresso, a realidade que encontro é a mesma. Sobrevivem sem mim, bem sei. Assim como tu sabes o quão bem resististe durante todo este tempo.

Persegues uma oportunidade para mostrares o que vales, deitando a perder tudo o que podes valer.

Não me contas as tuas aventuras porque tens como elegância não comentar mas dás-me dicas de quem nas mesmas participou esperando uma reacção. Procuro entregar-te o que há tanto procuras e tu, justificando-te com a distância, reviras as palavras em benefício do que defendes.

Não vês.
Não pesquisas ou ouves.

Sirvo para te mostrar que consegues conquistar o melhor partido.

Alimento, sem dar conta, a ideia de que estás sozinho e precisas de ajuda. Enquanto isso, palras-te sobre um monte de mulheres. Elas aplaudem e defendem a tua sublime ideia, alimentam o que não deverias ter como dieta por seres bonito e um bom rapaz.

Fico triste em quatro tempos:

1. Saber que continuas a precisar dos outros para saberes quem és;
2. Mereceres o que não consegues sentir por outro alguém;
3. Sei a pessoas que és, o sentimento que tenho por ti e o quanto pode aumentar a qualquer momento;
4. Vejo-te a perseguir um ser há muito fantasma;

Rendi-me ao que pretendo ser e a quem quero acompanhar. Deixar-te perdido não foi opção e, recordando palavras, te mostrei um caminho a percorrer, uma onda a surfar e um sentimento a perseguir.

Ignoras.

Crise sem custos .

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011














Sentada na Praça do Rossio olho em redor.
Acção policial sobre um taxista, torres de luzes que servem para iluminar toda a cidade de Lisboa pela necessidade de apertar os cintos.
As ruas cheias, as lojas vazias.
Num trocadilho de sons entre buzinas de motards vestidos de pai natal e um frio de Setembro que não zumbe nos ouvidos, fumo um cigarro.

Balanceando-se pelas ruas vão pessoas tapadas com roupa, sacos de compras ou olhos de pobreza. Os edifícios estão escuros.

Lembro-me de vir às compras quando era pequena. Tinha uns 10/12 anos e as ruas brilhavam, os risos ouviam-se desde a Rua do Ouro à Rua Augusta e as pessoas andavam mais depressa para chegarem às lojas antes que tudo se fosse e ficassem com os cacos de roupa passada.
Hoje há uma praça vazia, as lojas esperam e as pessoas andam devagar sem pressa de gastar o pouco que têm.

Se coisas más trouxe a crise, arrecadou com ela algo talvez perdido há muito. Sem dinheiro há poucos presentes. Cada presente é escolhido a dedo, com isso vem uma preocupação maior não só no quanto se vai gastar mas também no presente a oferecer à tal pessoa.
A crise não trouxe só lamúrias, devolveu a humildade e a atenção.

Não há dinheiro, só esperança e, mesmo esta, esconde-se por vezes sem querer ser encontrada.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Porque hoje não mais me apetece existir, me deito cedo para acordar amanhã carregando novamente nos ombros o que sou.

Si alguna vez preguntas el por que
No sabré decirte la razón
Yo no la sé
Por eso y más
Perdóname

Si alguna vez maldicen nuestro amor
Comprenderé tu corazón
Tú no me entenderás
Por eso y más
Perdóname

Ni una sola palabra más
No más besos al alba
Ni una sola caricia habrá
Esto se acaba aquí
No hay manera ni forma
De decir que sí

Si alguna vez
Creíste que por ti
O por tu culpa me marché
No fuiste tú
Por eso y más
Perdóname

Si alguna vez te hice sonreír
Creístes poco a poco en mi
Fui yo lo sé
Por eso y más
Perdóname

Ni una sola palabra más
No más besos al alba
Ni una sola caricia habrá
Esto se acaba aquí
No hay manera ni forma
De decir que sí

Siento volverte loca
Darte el veneno de mi boca
Siento tener que irme así
Sin decirte adiós.

Pablo Alborán